Fazendas do Basa

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Produtores de leite são tratados com falta de respeito pela grande mídia.

Abrindo os jornais de hoje , apenas no Estado de S Paulo , encontro 3 referências de menosprezo aos produtores de leite.Um controvertido W Waack despreza o produtor de leite desde o título ( O berreiro do desmame ) e enfatiza que todos demandam " seu leitinho ... " Trata a recente discussão sobre tarifas anti dumping como subsídio (...o leitinho de cada um expressa ...sociedade anestesiada pelo subsídio ) . As outras matérias também são irônicas e incompletas . Vamos ficar nessa . O jornalista deveria começar qualquer artigo sabendo que os produtores de leite estão tão apertados , ignorados , enxovalhados , sem assistência , que a pronta reação à não renovação de um dispositivo de proteção do mercado interno seria natural e esperada . A gota d água , que ainda não parou de pingar . Nenhum jornalista deveria publicar ironias com quem produz , sem saber como é de verdade a economia do leite no Brasil . Antes de tudo , deveria saber que o assunto é de crucial importância SOCIAL . Seria bom saber também que em muitos países a produção de leite é assunto de ESTADO pelo significado quanto à segurança alimentar , postos de trabalho , emprego e renda . Acima de tudo , saber que chegou a hora de pararmos de ignorar o que falta de Políticas Públicas para essa atividade essencial . Saber que no Brasil são milhões de pessoas afetadas diretamente . A partir daí , analisar o surgimento de pressões , marchas e contramarchas . Demandar e recompor proteção ao mercado interno é algo mais simbólico do que efetiva barreira : é um sinal de que lidar com os produtores de leite a partir de agora exige compenetração e seriedade . Tudo ainda está por fazer pelos produtores de leite ( não misturem produtor de leite com essa bobagem genérica de " agronegócio " , por favor ) , seria um reconhecimento inicial mínimo para se outorgar liberdade desrespeitosa para a utilização de expressões irônicas como " leitinho " e " berreiro do desmame " em questões de interesse nacional . A resposta governamental poderia sim , ser mais ampla , mais estruturante olhando os produtores de leite . Foi o que deu para fazer até agora . Vamos trabalhar e obter as medidas necessárias para quem trabalha e produz no Brasil .

Produtores de Leite , eternos sofredores.

Ocupa com destaque nas mídias sociais a potencial ameaça que a retirada de taxas anti dumping de derivados de leite causa para o setor produtivo primário . São mais de um milhão de produtores , sendo alguns bastantes grandes , 400 mil muito pequenos e todos se sentem afetados . Algumas entidades , associações , políticos e criadores já se movimentaram , e certamente algo de resultado concreto ocorrerá pelo fato de que a produção de leite contempla milhões de postos de trabalho e empregos . Além disso haja couro forte para suportar castigos esse setor que produz , trabalhando TODOS os dias do ano , aguentando tanta pancada . São oscilações de preços , dificuldades de contenção de custos de insumos , ciclos hidrológicos terríveis , insegurança , legislação trabalhista e ambiental de alto custo , é muita pancada ... Mesmo que esse momento ameaçador quanto à demanda do que é produzido no mercado interno não tenha graves consequências , o sofrimento já é grande . Além disso , há uma decepção , uma frustração pois esse setor de empreendedores rurais , votou maciçamente no governo eleito e está presente em quase todos municípios do Brasil . Como já falou o Paulo Martins da Embrapa , produção de leite tem importância econômica e social tão grande que o tema deveria ser QUESTÃO DE ESTADO . Precisamos no Brasil um projeto MAIOR para a produção de leite . A atual conjuntura , eivada de apreensões e insatisfações que mobilizam corações e mentes de tantos Brasileiros pode permitir quem sabe um espaço para uma tentativa de medida estruturante . O que seria , além das demandas que já se expressam ? Aumentar a demanda para nosso produto pois produzimos mais ou menos o que consumimos . Existem duas direções de aumento da demanda : aumento do consumo da nossa população , subindo o consumo per capita ou criando demanda adicional com exportação . No acalorado da hora não podemos esquecer de debater uma solução estruturante , que não vai produzir resultados imediatos mas , pode ser iniciado já . Resumo de uma iniciativa patriótica : implementar um orgão EXCLUSIVAMENTE dedicado à exportação de derivados de leite , focado , prestigiado . Os recursos já estão disponíveis no Estado : são agentes públicos e privados de alta competência que ajudaram o Brasil a se tornar exportador de carnes , de tabaco , de suco de laranja , de açucar , de cacau , de celulose , de soja , milho , algodão etc etc etc Existe uma razão para em alguns anos não exportamos 4 ou 5 por cento de nossa produção de leite em derivados ? Não acredito que algo tão óbvio não seja adotado ...que argumentos ? as filiais das grandes empresas europeias trabalham contra ? alguns burocratas temem perder suas funções ? Novamente , tudo deve ser feito pelo produtor de leite inclusive a implementação de uma organização que trabalhe dia e noite para afastar embaraços à exportação , mesmo que resultados venham a médio prazo . Quem se interessar um pouco mais e quiser ampliar sugestões pode acessar :https://www.fazendasdobasa.com/exportacao-de-leite É uma modesta contribuição que não é só nossa é de milhares de pessoas que acreditam que devemos apagar incêndios imediatos sem descuidar de providências que podem ser mais permanentes .

Pela última vez: um gesto simples, óbvio, pode salvar milhões de empregos.
(Evandro Guimarães - Fazendas do Basa, evandrog44@gmail.com)

Voltamos a falar mais uma vez da óbvia necessidade e facilidade para salvar centenas de milhares de empreendimentos e milhões de empregos em todo o Brasil: a rápida instalação de uma entidade governamental (ou parceria público privada) para estudar o mercado internacional e fomentar a exportação de derivados de leite.

Uma entidade governamental é essencial para desembaraçar as questões que envolvem conhecimento do mercado internacional e divulgação ampla para Laticínios e cooperativas das informações e possibilidades de exportar.

Essa unidade do governo deveria agir com tenacidade para superar dificuldades de ordem tarifária, tributária, dificuldades a superar para incremento e aperfeiçoamento dos protocolos bilaterais sanitários, agir na facilitação das classificações dos produtos e providências de qualificação de origem dos derivados, interagir com as representações diplomáticas para promoção do produto brasileiro, atuar quanto à questão de logística e portuárias, enfim, essa nova entidade aproveitaria material já produzido recentemente e estabeleceria agressiva agenda para REALIZAR EM 3 ou 4 ANOS METAS RAZOÁVEIS.

Já temos várias instâncias que cuidam (nenhuma com dedicação exclusiva aos derivados de leite) de promoção e exportação das centenas de produtos que podemos oferecer ao mercado mundial. Como pouco ou nada fizemos para ter um espaço no mercado externo, o produto primário leite pede uma força tarefa com urgência. Uma equipe deve ser constituída com os excelentes agentes públicos que JÁ atuam em diversos ministérios, autarquias e empresas públicas em regime privado. PRECISAMOS DE ALGO ESPECIALIZADO, DEDICADO, FOCADO, EXCLUSIVO, PRESTIGIADO, ou sinto que não vamos sair do lugar.

Já exportamos quase tudo: milho, soja, algodão, suco de laranja, tabaco, proteínas animais de aves e suínos, somos o maior exportador de carne bovina, vendemos açúcar, celulose. Alguém sabe dizer a razão pela qual não exportamos derivados de leite sendo o quinto produtor mundial? Será que não estamos trabalhando adequadamente?

No passado nossa produção parecia insuficiente para exportar. Hoje a produção interna é igual ao que consumimos, entre 34 a 35 bilhões kg/ano. Mas, em pouco tempo, com a evolução do manejo, técnicas de reprodução, gado adequado e muito produtivo no mundo tropical, tecnologias da EMBRAPA e a fantástica oferta de grãos hoje existente, vemos a tendência de aumento rápido e robusto, desde que haja sinal de demanda total ampliada.

O aumento da demanda, em alguns anos, ainda dentro desse mandato, vai permitir melhor estabilidade de preços ao pequeno e médio produtor, mantendo ocupações, empregos e geração de renda.

É inexorável que haverá concentração crescente na produção, mas o aumento da demanda pode garantir preciosos anos de manutenção de produtores na atividade e, por um tempo, INDISPENSÁVEL, MILHÕES DE EMPREGOS. Ou queremos mais crise social com decorrências em violência e sofrimento?

O estado do Rio será afetado, mas Minas Gerais, que é o maior produtor, com grande população de médios produtores, será o estado que mais perderá na atividade.

O estado de Minas Gerais, com a atual administração inovadora, pode puxar a fila do bom senso.

No Governo Federal a Ministra, formada em Viçosa (MG), é muito preparada, tem muito bom senso e confiança do Setor. O Secretário Executivo do MAPA é conhecido na pecuária mineira como valioso interlocutor e superior histórico parlamentar. Existem importantes governantes que podem avaliar e implementar uma eficaz medida, de bons resultados previsíveis.

Se você, lendo essa modesta coluna do JORNAL DO BRASIL, concorda com ideia tão óbvia e necessária (ou outra que você tenha e possamos divulgar em prol dos produtores de leite e da Nação), pode me sugerir o que devemos ou podemos fazer juntos? Como obter a atenção de Governantes Patriotas para contribuições como a que acabamos de expor?

Não acha que o Brasil precisa de TODOS?

Fotografia: Infiltração FIV do Basa, 10.672 kg de leite
(Jaguar TE do Gavião x Elite do Basa [Meteoro de Brasília x Florina FIV de Brasília])

O produtor rural e a defesa do  meio ambiente  em todo o Brasil.

Não é só no Brasil , mas sempre que a população tenta compreender uma questão , um tema controverso , encontra em geral  informações nos veículos de comunicação de massa que são simplificadoras , muitas vezes superficiais . É claro que existem estupendas matérias , que ajudam a estruturar o pensamento e formação de opinião fundamentada . Lembro-me agora de matéria completa feita pela Folha de São Paulo sobre defensivos , nem a favor nem contra , apenas muito esclarecedora ! Refiro-me também à frequência na mídia  , de correlação de palavras e expressões com o ferimento agudo de um grande problema . Assim , quando fala-se em  “ meio ambiente , sustentabilidade , aquecimento global etc “  ao  que mais se associa em geral  ,  é ao desmatamento da Amazônia . Forma-se ideia de que os predadores são todos os brasileiros do campo !E muitas vezes forma-se uma convicção nacional  e internacional sobre todos os  produtores das várias regiões . Consideramos a preservação da Amazônia fundamental e o desmatamento criminoso . Mas dar destaque exagerado a esse ponto atrapalha sobremaneira a necessidade que temos de ter o apoio dos produtores de outras regiões  engajados pela preservação do que sobrou e do reflorestamento  de uma outra  “Amazônia “ localizada no Sudeste , no Sul , em parte do Nordeste e Centro Oeste . Não deveríamos nós , os produtores , tomar a vanguarda da demanda de soluções factíveis para as diferentes áreas e com isso mostrar nossa face de eficazes defensores da vegetação  ? E ,  por consequência , protetores das nascentes , defensores da água !!!Pouco coisa é mais importante que essa cruzada . Quando falo de iniciativas eficazes  , não me iludo com o mero fortalecimento da fiscalização e multas . Não imagino que um assunto tão importante e com dimensão gigantesca vá se resolver sem a participação da maior parte da população . Tampouco me engano com o marketing de grandes indústrias consumidoras de água que fazem propaganda da preservação de um pequeno maciço florestal ou gastam fortunas  na divulgação de um diplominha qualquer que receberam por terem reutilizado  uma parte da água que consomem . Nossa esperança reside na convocação dos produtores  na sua participação , conhecimento da realidade e sensibilidade sobre  que é possível fazer de fato  . Apenas para iniciar um debate : o enorme plano safra deveria contemplar recursos para que o produtor possa cercar as grotas de sua propriedade . A receita é simples : moirões de eucalipto tratado , arame farpado , mão de obra . Cercar grotas protege a vegetação nascente do pisoteio de animais . Mesmo arbustos nativos são úteis para reduzir a força da gravidade das águas de chuva . A contabilidade dos resultados pode ser melhor divulgada por um ranking de municípios , com base de dados na internet . Começar isso pode provocar muitas outras efetivas ideias e iniciativaspráticas  . E o produtor teria oportunidade de fazer algo que melhorasse sua imagem atual .

 

Milhões de nascentes podem ser preservadas . Quanta água !!

 

O futuro governo pode ajudar : recuperação ambiental e da auto estima do produtor . Basta convocar produtores para ouvir , discutir . Não adianta conversar com falsos representantes . A falência de representação da classe política apontada pela candidatura vencedora também está presente em boa parte da atual representação de produtores rurais .

Esperanças em  2019 

 

Cultivamos as seguintes Esperanças que podem se materializar parcialmente em 2019 . Já falamos sobre todas elas nesse espaço do JORNAL DO BRASIL no decorrer desse ano .  PRIMEIRA ESPERANÇA :  Segurança no Estado do Rio de Janeiro . Acolho a esperança que o novo Governador interrompa por algum tempo a concessão de Incentivos Fiscais de ICMS para a finalidade de aumentar o orçamento de Segurança Pública . O Rio vive em estado de guerra , quaisquer recursos que se possa arrecadar nessa emergência podem ajudar o restabelecimento da Ordem . Nenhuma Empresa que mereça esse nome poderá reclamar . Fabricantes de automóveis , refrigerantes , cosméticos , bebidas farmacêuticas , etc etc . Como desenvolver negócios em ambiente hostil ? Como voltar a atrair turistas sem resolver o agudo problema ? Como aumentar  a eficiência policial sem recursos para inteligência , salários , instalações , veículos . Alguns bilhões adicionais vindos do ICMS vão fazer efeito . Enquanto algumas grandes empresas usufruem de benefícios , o pequeno empreendedor é assaltado ... isso vai dar certo ? Tenho esperança de que o novo Governo tenha coragem de enfrentar grandes empresas por algum tempo ... sei que é tão difícil quanto enfrentar a marginalidade , mas será pelo bem de todos . E tenho esperança de que o enfrentamento seja feito dentro da Lei , sem arbitrariedades que só irão piorar a conjuntura . SEGUNDA ESPERANÇA : confio que autoridades entendam a necessidade de uma entidade vigorosa para fomentar a exportação de derivados de leite com o objetivo de manter ou pelo menos retardar o fechamento de centenas de milhares de propriedades produtoras em todo o Brasil . Precisamos trabalharpara  aumentar ,  em alguns anos ,  a demanda total . Falamos de milhões de postos de trabalho . Uma entidade exclusivamente dedicada a esse objetivo pode ajudar a resolver questões de protocolos bilaterais para exportação , de questões logísticas e aduaneiras , de questões tributárias , de melhor conhecimento de oportunidades comerciais em quase 200 diferentes mercados , de fomento a laticínios nacionais independentes ou de cooperativas . Uma unidade como essa vai garantir cooperação eficaz da nossa diplomacia de resultados . Um grupo de agentes públicos competentes ( que já existem ! basta remanejar !) , com entusiasmo , com foco , com desafios realísticos sobre metas pode ajudar decisivamente em questão que é  econômica e também social . Assunto que interessa a quase cem por cento dos municípios em todo país . Não adianta achar que movimentos dispersos de várias hierarquias vão criar velocidade e consistência no que precisamos . É tão óbvio ... mantenho minha esperança de que o bom senso vai prevalecer sobre o egoísmo , vaidade e incompetência . TERCEIRA ESPERANÇA : tenho esperança de que mesmo com início  tumultuado por grande reorganização anunciada ,  nosso Brasil confira espaço para a inteligência , para o conhecimento intelectual com sérios propósitos . Esperança de que se converta em decisões acertadas  a necessária ampliação da ciência , da pesquisa voltada para as grandes necessidades de nosso Povo e nosso território . Ofereço como exemplo a importância de grande apoio a entidades como a Embrapa . Entendo que propostas sensacionais com a de Marcos Jank de fazermos uma cuidadosa divulgação na Índia sobre a tecnologia que dominamos de mistura de combustíveis derivados da cana de açúcar . Isso pode significar  uma conquista para esse setor  brasileiro que enfrenta  super oferta de açúcar no mercado internacional bem como um  pequeno sinal de que nos preocupamos sim com a redução da poluição de automóveis , inclusive em outros países ! QUARTA ESPERANÇA : nesse movimento ,  ao  prestigiar a elite do pensamento construtivo Brasileiro manifesto esperança de que seja tratado com maestria a valorização da genética de bovinos de leite para o mundo tropical , certamente um Tesouro Brasileiro . Basta o debate para implementação de correta Política Pública para o setor .

 

 Enfim , tenho esperanças para 2019 . Certamente o Amigo leitor também tem algumas . Vamos agir ?

 
Participe do Abaixo Assinado!

@ 2020