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Quantas doadoras Gir Leiteiro de alto potencial temos hoje no Brasil?

O Gir Leiteiro aparece de forma surpreendente, espetacular a cada dia na internet. É uma pena que ainda temos uma forma de divulgação dispersa, em plataformas diferentes o que não nos fornece uma ideia do tamanho da população em atividade produtiva e com indicadores objetivos para que possamos trabalhar melhor as perguntas que faço a seguir. E faço com toda humildade, não me incomoda revelar meu desconhecimento sem esquecer que sou um observador privilegiado, pois sou o atual presidente da ABCGIL e tenho uma seleção numerosa, em 4 diferentes fazendas, com muitas parcerias. 

Realmente, não temos um Censo razoável da população de alto rendimento que deveria ser velozmente multiplicada (com os melhores touros) para MUDAR a pecuária de leite no Brasil. Vou repetir: para MUDAR a nossa pecuária de leite.

OPORTUNIDADE, uma categoria das gestões públicas que deveria ter maior valorização. 

Temos uma oportunidade inédita em nosso País nesse momento e não temos ainda uma política pública que reflita esse cavalo arreado. Realmente, não entendo a lógica, a marcha do desperdício de oportunidades. 

Hoje toma posse o novo presidente dos EUA. Li a conclamação em jornal americano pedindo atenção para oportunidades não consideradas no governo anterior. Pequenas iniciativas que fazem dos empreendedores americanos uma atenta classe de empreendedores. 

Isso me mobilizou a escrever esse modesto exemplo que não se realiza em nosso País. Parece que a microeconomia, a economia setorial, não tem valor, não agrega riquezas e empregos para nosso Povo. Precisamos ter um Ministério e Secretarias de Estado que prestem atenção apenas no que parece desimportante? 

Prezados Amigos, a pecuária de leite do Brasil precisa de milhões de animais F1, meio-sangue Girolando de alta qualidade. Precisa destes animais para preservar centenas de milhões de empreendedores rurais e MILHÕES de empregos. Se não oferecermos condições de aumento de produtividade para pequenos e médios produtores de leite onde iremos gerar ocupação para esses Brasileiros? 

Só no Nordeste, imaginem os governadores e deputados da região, como vamos transformar a caótica situação existente se não começarmos a produzir animais rústicos e produtivos de EXCELENTE genética para leite? 

Ora direis, não é só isso... e eu disse isso? É claro que precisamos de assistência técnica para nutrição, sanidade animal, manejo, políticas de preços, treinamento de mão de obra, transporte, logísticas de conservação, etc., etc., etc., etc. Mas se não tivermos genética de gado leiteiro rústico tropical a nenhum ponto melhor chegaremos. 

Aumentar a população já, de fêmeas Girolando F1 de alta performance, a partir de Gir Leiteiro do mesmo calibre. Isso é urgente, possível e patriótico. E não fazemos?? Não temos entidades suportadas com dinheiro público para apoiar ou contestar essa evidência?? 

Não entendo o que se passa nesse enorme deserto de desperdício chamado Brasil. Louvo os programas estaduais do SEBRAE que já conhecem o efeito multiplicador de apoiar melhorias para os pequenos e médios. A única coisa que falta para melhorar muito o programa citado é apenas aumentar a população de Gir Leiteiro objetivamente qualificado. 

Como não há verdade absoluta em genética não vamos nos esquecer de declarar estimativas de acurácia na certificação dos animais necessários. 

Mas vamos trabalhar, Deus recompensa e reconhece aqueles que se dedicam a melhorar a vida de seus Compatriotas.

Saindo da crise do coronavírus. O Gir Leiteiro de grande mérito genético, riqueza do Brasil. Preparativos para ampliar a multiplicação de animais superiores. Oferta ao mercado interno e ao mundo tropical, que depende de percepção da oportunidade e de vontade política.

 

Essas são algumas de nossas ideias e convicções sobre trabalhar pensando no futuro, sem fantasias, com os pés na realidade, que temos publicado neste site.

Cada um em seu respectivo setor, acredito que todos os brasileiros podem fazer sua parte. Aos 75 anos, penso que temos o DEVER de levar aos formuladores de políticas públicas ideias que sejam lógicas e úteis para a saída da crise. O dinheiro público terá que ser muito bem aplicado, privilegiando e priorizando iniciativas multiplicadoras de RIQUEZAS para todos os Brasileiros.

Algumas publicações que descrevem nossa percepção estão no site, sem preocupação com ordem de encadeamento ou mesmo repetição. Não é algo editado, estão postadas da forma como foram originalmente divulgadas. O objetivo é chamar sua atenção e a dos agentes públicos, de maneira responsável, para uma oportunidade na nossa área de atuação profissional: O MELHORAMENTO DO GIR LEITEIRO.

Até este momento, ainda não tive nenhum sucesso. Mas não vou desistir. Continuarei a sugerir medidas viáveis, sérias, honestas, patrióticas. Ainda me resta a esperança de que alguém com poder e principalmente com sensibilidade volte a atenção para quem trabalha e produz, e se disponha a colaborar VERDADEIRAMENTE com o Brasil. Ao que parece, os governantes estão mergulhados numa política rasteira, sem tempo para examinar as questões voltadas ao crescimento da Nação Brasileira. Uma pena para todos nós!

Fico muito feliz por contar com sua atenção até aqui e pela eventual leitura do site e serei grato, com a mesma distinção, por qualquer crítica, apoio ou compartilhamento.

 

Evandro Guimarães.

Uma riqueza da pecuária do Brasil vai se desfazer 

 

O Gir Leiteiro de alto mérito genético é Brasileiro. É o Gir Leiteiro que permite o acasalamento dos sonhos de dezenas de países do mundo tropical: o F1 de Holandês com fêmeas melhoradas para leite da raça Gir. O que chamamos nas Fazendas do Basa de Meio-Sangue Plus do Basa. 

Todas as semanas recebemos muitas consultas do exterior sobre este gado, rústico e produtivo. Com o mundo esquentando, e a fome e outros fatos provocados pela pandemia assistimos que a preocupação das Nações em ter cada vez melhor Segurança Alimentar. O fenômeno está claro. 

Aliás, se o Nordeste fosse um País, e os recursos públicos fossem melhor utilizados, só o Nordeste demandaria alguns milhões dessas excepcionais fêmeas leiteiras F1, gerando emprego e renda. Imagine-se então todo o mundo tropical... 

 

Pois bem, ao que parece, o sonho acabou: os países que tem grande quantidade de fêmeas de origem Europeia, aquelas super confinadas e adequadas para climas mais frios, de alta produção, agora também nos consultam pois perceberam o tamanho do mercado de embriões, sêmen e animais que vai se instalar. 

Se não tivermos políticas públicas para manter nosso protagonismo nessa genética vamos ver passar um mar de dólares que deveria ser dos Brasileiros. Fico pasmo ao ver que quase ninguém percebe a perda futura. A Embrapa fez um grande trabalho através da Embrapa Gado de Leite fornecendo as bases de confiabilidade técnica para o Gir Leiteiro, para o Girolando, pode fazer para o Guzerá Leiteiro, etc., mas não vemos na mídia e nos esforços de comunicação da pecuária seletiva esse reconhecimento fundamental. 

 

Sou idoso, acho que não verei, mas já está no horizonte o Brasil importando embriões meio sangue... da genética que aqui desenvolvemos...

Controle leiteiro nas fazendas colaboradoras

Prezados Amigos da Pecuária de Leite, sempre que falo de controle leiteiro, estou na verdade falando de algo mais amplo, pois também está inclusa a obtenção de dados sobre a composição e qualidade do leite e as chamadas informações lineares. Estou pensando na necessidade de esforço conjunto para essa atividade.

Em maior ou menor escala, conhecer melhor os produtos da atividade leiteira e fortalecer o melhoramento do GADO DE LEITE é do interesse de todas as raças, tais como o Gir Leiteiro, o Girolando, o Holandês, o Guzerá para leite, o Pardo Suíço, o Jersey, e outras.

Mas trabalhamos isoladamente. Já temos um grande investimento em laboratórios para a qualidade do leite e as Associações de Raças, inclusive aquelas que tem a autorização para cobrar pelo registro genealógico, desenvolvem atividades isoladas. Penso que deveríamos ter um apoio governamental efetivo.

De início, uma campanha sobre a importância da atividade de aferição produtiva (e também qualitativa). Se o Brasil quer mesmo exportar, essa iniciativa é essencial. As empresas captadoras poderiam ser estimuladas a prestigiar a atividade de avaliação na fase primária de produção, como respeito aos consumidores. O Mapa é também responsável por abastecimento. Na verdade, percebo que as Instruções Normativas parecem ser mais fáceis de publicar, e menos eficazes.

A maior parte dos Brasileiros que produzem leite estão em pequenas e médias propriedades. Precisamos facilitar para que esses milhões de Brasileiros na atividade coloquem em prática aquilo que ajuda a melhorar a produtividade de seu rebanho e a qualidade de seu produto.

Penso que temos que lutar juntos por uma campanha para valorizar a atividade de controles leiteiros oficiais, em benefício dos produtores de leite, dos consumidores e do Brasil.

A sociologia das invenções e o Gir Leiteiro
 

Entendam meus Amigos que estou falando de invenções ou também de inovações, de ousadia empresarial, ou de iniciativas inteligentes e assemelhados. Simplificando muito, a sociologia das invenções aponta para a identificação em termos gerais de que elas ocorreram ao longo da história por duas condições: a capacidade técnica de desenvolver o invento e a necessidade social da invenção.

O Gir Leiteiro de alto mérito genético surgiu da necessidade social de termos animais leiteiros mais rústicos e produtivos nos trópicos, e foi dos Brasileiros a capacidade técnica de desenvolver esse fantástico invento. Agora, também temos que propagar a informação que o invento existe e disseminar o acesso, por demanda social, do maior número de produtores ao benefício que foi desenvolvido, inventado.

Estamos em uma encruzilhada que exige pessoas com senso de interesse coletivo, com ética, para avançarmos com equilíbrio na disseminação veloz do Gir Leiteiro de alto mérito genético para leite. Precisamos de Estadistas que se dediquem ao assunto, pois o Brasil é detentor de um tesouro, um diferencial, que não é discutido como deveria por quem está em posição de influenciar, em posição de poder. Polêmicas laterais, superficiais ou folclóricas tem espaço maior que posições sérias, de planejamento sistematizado, consistente, que o momento exige.

Pelo Brasil, pense nisso, Gir Leiteiro é um assunto sério, de Estado.

Dia Nacional do Produtor de Leite

 

Nesta data, meu pensamento se volta com intensidade para profundas e definitivas imagens da minha formação. Desde garoto em Leopoldina, gostava muito da Exposição anual. Em torno de 65 anos atrás, visitava o Parque, perto de onde eu morava e gostava de conversar com o pessoal que cuidava do gado exposto, de várias raças. 

Perguntava de quem era o gado e ouvi muitas vezes frases parecidas "...é do Sêo fulano daqui a pouco ele vai estar aqui com o menino dele que estuda medicina no Rio..." Talvez naquela idade eu não tivesse condições de avaliar o porte e as condições econômicas dos diferentes produtores e por isso desde sempre associei a produção de leite às lutas por educação de qualidade nas famílias, genericamente. 

Com o passar dos anos, observando a lida nos currais que conhecera nos vizinhos de meu Avô em Muriaé, fortaleceu-se minha convicção do heroísmo, tenacidade e dedicação dos produtores. Na praça da sede, quando eu estava no meu Avô, ficava atento sempre na hora da passagem do caminhão leiteiro que também trazia pão da cidade e o jornal. O motorista, o dono da "linha", subia à varanda para tomar um cafezinho e acentuava minha percepção... "sicrano tira 130 litros dia sem espuma e com isso está formando o menino e a menina dele..."  

Hoje eu me transporto no tempo e novamente me emocionam lembranças e as informações que acumulei sobre os dentistas, engenheiros, advogados, médicos, veterinários, agrônomos, e outros profissionais que se formaram graças ao duro trabalho diário, de 365 dias ao ano, produzindo leite. 

A minha grande admiração por quem se dedica ao futuro de sua família não é exclusiva quantos aos produtores de leite. Sou fascinado pelo exemplo de quem trabalha duro para melhorar a vida de seus filhos e isso acontece em inúmeras profissões ou atividades. 

Mas, no meu caso, o que vem sempre à tona é a lembrança de pequenos e médios produtores, seu trabalho nas condições que tiveram e a majestosa satisfação ou ouvir de alguns deles "... meu menino formou..." . 

Produtor de leite, seu nome é trabalho. Nessa data, eu me vejo com emoção a aplaudir esses fenomenais Brasileiros, exemplo da garra formidável que construiu a parte boa de nossa Nação, apesar das adversidades que ainda persistem. Parabéns!!!

EmBASAr a reprodução do Gir Leiteiro é o ‘bê-á-bá’ da produção de leite a baixo custo 

Para que a produção de leite no Brasil seja uma atividade economicamente rentável, os pequenos e médios produtores concentram sua demanda principalmente em vacas de perfil mais rústico e que sejam, ao mesmo tempo, altamente produtivas. Sem, contudo, deixar de associar essas duas características a outras também essenciais, como a facilidade de ordenha, o temperamento dócil, a conformação corporal e a qualidade do leite e seus componentes (gordura, proteína e sólidos), acrescentadas a uma boa sanidade, que irá garantir sua longevidade.

 

Multiplicar animais inferiores é uma atitude improdutiva, dispendiosa e termina por não atender à demanda do mercado. O suporte da biotecnologia da reprodução permite multiplicar bons indivíduos, diversificar a composição genética e diminuir o intervalo entre gerações. Porém, para que os resultados satisfatórios sejam pluralizados na proporção esperada, a excelência genética dos animais é fator de capital importância.

 

Hoje, as pesquisas científicas são capazes de apontar os touros e as vacas com potencial genético para produzir descendentes de excelência na produção de leite e com o dom de transmitir suas qualidades às gerações futuras. Isso, ao lado da aferição das lactações, indica quais são as famílias com mais consistência genética e produtiva, sinalizando os animais que devem ser empregados na reprodução do Gir Leiteiro. As informações disponibilizadas pelo Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro, PNMGL, vêm refletindo-se positivamente na produção de leite. A média de produção por lactação no Gir Leiteiro, em 2000, era de 2 mil quilos e, em 2017, ultrapassou 4.600 quilos.

 

Resumindo, o Gir Leiteiro mandou o recado: já é possível nos concentrarmos na reprodução APENAS de animais muito superiores, acelerando o melhoramento e aumentando rapidamente a população do Gir Leiteiro superior, o que permitirá o crescimento da produtividade no mercado interno e internacional, atendendo, a custo compatível, pequenos e médios produtores de leite e consolidando nosso protagonismo na renovação de rebanhos no mundo tropical, com alta produção e rusticidade, inclusive no fantástico Girolando F1.

 

Não aspire um Gir qualquer, não é mais necessário. Vamos lutar por políticas públicas que façam o BRASIL desfrutar amplamente do fantástico GIR LEITEIRO que desenvolveu. Vamos emBASAr a seleção nas avaliações fenotípica e genômica, no valor genético e na aferição da lactação, pois os resultados dessas informações sinalizam os animais que devem ser multiplicados, usando exclusivamente touros aprovados pelo Teste de Progênie.

Agronegócio, uma expressão que ignora o produtor rural


Cunhada por tradução de agribusiness e idolatrada por quem quer assumir os méritos do produtor rural no marketing de massas, confiante na repetição vazia da propaganda, a expressão agronegócio faz muita gente boa babar sem pensar.

Eu não me canso de dar minha opinião sobre essa apropriação indevida dos méritos e do suor da quase totalidade dos seres humanos que se dedicam à produção na Agricultura e Pecuária no nosso Brasil. Sei que já fui derrotado pela ignorância, na mídia, na área urbana, no ufanismo idiota que empresta voz a algo que mistifica e engana milhões de pessoas que são empreendedores rurais, trabalhadores humildes, gente que merece respeito.

Não entendeu? Agronegócio é coisa que junta quem participa antes e depois da porteira. A maior parte do bolo!

Especialmente quando o PRODUTOR é pequeno ou médio. Quem se diz o 'bambambã' do "agro" antes da porteira é quem produz e vende sempre melhor que os verdadeiros agricultores e pecuaristas: são os bancos (que te financiam), as indústrias de insumos de alto valor agregado (em geral multinacionais), as fábricas de tratores, colhedeiras, etc., etc.  

São os que nunca entram em crise e estão armados até os dentes para tirar cada centavo com a multidão de marqueteiros que trabalham com gestão de caráter espoliativo.

Depois da porteira,  "agro" (que mer...), define os bancos, os laticínios, os frigoríficos, as tradings, o transporte de porte, os portos, as cadeias de atacado e varejo. Sobra, DENTRO DA PORTEIRA, arriscar-se a produzir, lidar com variações de preços, empregar milhões de pessoas, ser tratado como um pedaço dessa bobagem aglutinada que chamam de agronegócio. Uma zombaria.

É claro que existem algumas enormes empresas de agricultura e pecuária, tão grandes que a pessoa física do produtor é apenas um pequenino detalhe. Acho que dar nomes aos bois é fundamental para quem está conectado verdadeiramente à produção, seus riscos, empenho individual e que não precisa de forma nenhuma dessa expressão que se tornou uma "espécie de usucapião" do trabalho de quem de fato produz, vinculados à terra.

Da próxima vez que lhe perguntarem se você faz parte do "Agronegócio", responda: Não queira me engabelar, não faço negócio..., não me misture, me respeite, produzo alimentos!!!

A hostilidade cruel contra os produtores de leite de pequeno e médio porte 

Parece inacreditável, mas muitos pseudointelectuais, bisonhos, que se divulgam doutores em políticas públicas desenvolvem cada mais seu ativismo silencioso contra os produtores de leite de menor porte. São os teóricos da quantidade como valor absoluto. 

 

Ao contexto: O Brasil tem mais de um milhão de estabelecimentos que produzem leite. Mais de 400 mil, produzem menos de 10 kg por dia. Em cerca de 50 mil propriedades é produzida em torno de 50 % da produção total do Brasil. Há diferenças na qualidade do leite e diferenças de ponta a ponta nos sistemas de produção. 

 

Em linha direta, há quem conclua que o pequeno e o médio depreciam a qualidade do leite do País. O culpado é o pequeno!  Acrescentam que não tem manejo adequado, não tem sanidade desejável no rebanho, não tem armazenamento e transporte como deveria ser, não tem higiene. São esses, os inimigos da nossa produção, da nossa competitividade. Temos que mudar o quadro geral, defendem. Bradam: vamos reduzir brutalmente o número de pequenos para aumentarmos a eficiência do sistema! A qualidade vai aumentar... 

 

O raciocínio simplificado revela uma contabilidade medíocre: ser grande é a solução. Muitas indústrias de processamento de leite aplaudem: vamos simplificar nossa logística, ganhar em volumes focar em marketing. Todas as irritações com os pequenos e médios produtores são transportadas para políticas públicas demagógicas e que viram letra morta com o simples fechar das torneiras do crédito ou dos orçamentos dos diferentes programas. 

 

O pequeno e médio produtor de leite vai acabar, alertam com certa alegria..., ou "eles não vão subsistir... é melhor mesmo que acabem..." 

 

Quem lê essa postagem deve estar duvidando que esses arautos da concentração existam. Lamento dizer: existem e estão menos enrustidos. Alguns estão pecando por pensamentos, outros por obras. 

 

O Brasil não deve e não pode prescindir dos pequenos e médios produtores. A produção de leite gera milhões de empregos e renda... em algumas regiões é a única atividade que oferece uma contínua renda para pequenas e médias propriedades, a única antes de se deixar o estabelecimento rural improdutivo totalmente. Pequenos produtores de leite são heróis nesse Brasil. Mesmo com baixa produção formam seus filhos nos mais diversos cursos superiores. Trabalhando 365 dias por ano, não tem muitas alternativas para seu trabalho atual. 

 

A função de qualquer homem da área pública, ou mesmo de qualquer empresa privada, é por definição de prioridade aos benefícios SOCIAIS a seus alcances! Quem trabalha no setor leiteiro não pode se esconder atrás de aplausos à excessiva mecanização, intensificação dos confinamentos, deslumbramento pelas quantidades. Qualquer cidadão que mereça essa designação tem que dar sua cota de ideias e trabalho para que cheguem ao pequeno produtor assistência técnica, assessoria ao manejo e reprodução, genética mais robusta e produtiva, etc., etc. 

 

Temos que ajudar os pequenos a melhorar e sobreviver!! Temos que ajudar os pequenos a terem preços mais justos! Não podemos aceitar sem estudar que um fornecedor que produz pouco receba o valor x por um kg de leite, e um grande produtor receba 2X. É claro que a quantidade oferece com a economia de escala suas vantagens..., mas será que isso deve dizer que é o DOBRO??? 

 

Brasileiros, a produção de leite tem preciosa função social... o que vamos fazer HOJE, efetivamente para apoiar os heróis que produzem leite no Brasil? 

 

Grato a todos.

Ah, o Basa!!!
(Guilherme Marquez - 19 de agosto de 2020)

Antes de ser Zootecnista tive o prazer de me formar em Comunicação Social com habilitação em Propaganda e Publicidade. Sempre tive uma tendência grande à comunicação e como em qualquer grupo de tendências é natural que observamos mais aqueles que se destacam no que voce gosta. 

 

Assim, há vários anos venho seguindo os trabalhos desse grande protagonista da pecuária leiteira tropical. Dr.

Evandro Guimaraes

, o qual me permitiu o uso do apelido Guima para a minha pessoa, não é Dr. EVANDRO é diferenciado, é sonhador de coisas reais, é comunicador nato e empreendedor dos melhores possíveis. Trouxe o Gir Leiteiro e o Girolando especial a outros patamares . Tais ações que viraram exemplos para outros raças. Quantas vezes escutei, "JÁ pensou se o BASA criasse ..." aí essa raça ia decolar.

 

Comunicador e um ótimo, mas ótimo mesmo, selecionador. Talvez tenha trazidos sua história de futebol para o conceito de selecionador. Daqueles que querem construir um DREAM TEAM e fica óbvio que o segredo é simplesmente ter os melhores jogadores em cada posição. Talvez tenha sido isso, pois seu rebanho é fruto das melhores escolhas por todo o Brasil. 

 

Me lembro muito bem de ter contratado o primeiro touro BASA da Alta, o GIM FIV DO BASA, trazia Vaidoso Silvania em uma jovem matriz chamada Fábrica, e olha que naquela época não era todo esse ícone que é hoje não. Gim veio provado esse ano pelo PNMGL 2020 e ficou entre os melhores touros de PTA leite do mercado. 

 

Depois, lá na Leilopec tiramos uma foto, muito felizes por sinal, na contratação do touro METANO FIV do Basa, agora um filho da magnifica FABRICA com o CA SANSAO. Pensa em um super touro heim. Esse ano tivemos uma super contratação,  na verdade 2 super contratações. O MEU AMIGO BASA, nos presenteou com dois de seus melhores jovens touros  em desvio genomico, CASTILHO FIV DO BASA E CAMBORIU FIV DO BASA. Esses semana que vem já estarão disponíveis.

 

Dr Evandro obrigado pela amizade, pelas nossas ótimas conversas sempre, obrigado pelo seu entusiasmo, pelo seu empreendedorismo, pela sua sensibilidade ao futuro do Gir Leiteiro e Girolando, obrigado por ter aberto as fronteiras Brasileiras. Enfim, obrigado por confiar.

 

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